Mini-guia introdutório às cervejas artesanais

Nós, amantes de cervejas, somos por natureza um pouco “evangelizadores” da nossa querida bebida. Como nós, minoria que aprecia uma boa cerveja (sim, minoria, apesar do gigantesco mundo das cervejas artesanais), somos orgulhosos pelo nosso gosto e hobby e acaba que queremos compartilhar essa maravilhosa experiência sem volta com todos os nossos chegados, não é?

O problema é: qual a melhor maneira de introduzir as pessoas no mundo das cervejas artesanais? Que tipo de cerveja deve ser apresentada afim de expandir os horizontes daquele bebedor mais “cabeça-dura”?
Não pretendemos responder todas essas perguntas e você, amigo leitor, deve ter alguma estratégia (favor compartilhar conosco), mas aqui seguem algumas orientações gerais para fazer isso da melhor forma.

Como isso depende muito do gosto pessoal tente saber inicialmente das preferências do seu “mundano”. Do que você já gosta? Frutas vermelhas ou cítricas? Gosta de café? Doce ou amargo? Sabendo de coisas desse tipo podemos começar a dividir as pessoas em 5 grupos: bebedores de cervejas de massa, pessoas que não gostam de cerveja, mulheres, bebedores de vinhos e abstêmios. 
1. Bebedores de macro-cervejarias
O mais fácil dos grupos aqui representados. Normalmente, para introduzir as pessoas que curtem cervejas de massa, costumamos considerar estes como pessoas que “não gostam de cervejas”. A primeira coisa a lembrar de um bebedor de Brahma, Skol, Budweiser e outras de massa (salvo uma verdinha acolá) é que eles estão acostumados a uma bebida sem graça e se eles forem apresentados a cervejas mais extremas provavelmente não funcionará. Uma IPA provavelmente causará uma uma contração facial, vulgo careta, tal qual a de um bebê provando limão pela primeira vez.
Ou seja, (cerveja rsrs) vá com calma com seu coleguinha. Apresente algo semelhante, mas não necessariamente sem graça, que o efeito será melhor. Nossa sugestão é de que você comece com uma Helles ou Dortmund Export para que ele faça um link, mas já possa notar qualidade nesses estilos.
Alguns podem se dar bem com as de trigo que apesar de um sabor mais diferenciado é bem atrativa, principalmente às mulheres (elas terão seu espaço nessa lista mais a frente).

Sugestões: Paulaner Helles, Bamberg Helles (BRA), Hofbräu Original.

2. Pessoas que não gostam de cerveja
Um grupo um pouco mais difícil, pois uma pessoas que diz: “Não gosto de cerveja. Coisa amarga…” serão menos propensas a acreditar que há algo agradável no mundo cervejeiro. Se a pessoa se queixa de não ter gostado de nenhuma cerveja e provavelmente ela só bebeu “macro-cervejas” apresente-lhe algo que a obriga a redefinir completamente o significado de cerveja. Você vai se impressionar com a quantidade de bebedores acostumados com “milhejas” dizerem: “Eu não sabia que uma cerveja poderia remeter a café, chocolate ou caramelo!” quando bebem uma bela Stout. Ou seja, faça-o esquecer qualquer semelhança com aquelas cervejas sem graça das quais ele não gostou.

Você pode causar essa surpresa com outros estilos também. Por exemplo, cervejas mais azedas: quem já se iniciou pode estranhar um pouco, mas para quem não bebe cerveja de jeito nenhum, quem têm o paladar menos preconceituoso, pode se animar com a ideia.

Sugestões: London Porter, Colorado Demoiselle (BRA), Way Beer Cream Porter (BRA), Baden Baden Stout (BRA).

3. As mulheres
Na verdade, você pode considerar todas as observações nos grupos anteriores válidas para este aqui, mas percebi que muitos amigos (inclusive eu) já estiveram na situação de apresentar cervejas artesanais para amigas ou namoradas.

Seria muito displicente generalizar um grupo tão complexo. nem todas as garotas gostam de cerveja frutada, afinal… mas sempre uma dessas com você, pois já foi uma surpresa boa para muitas, assim como cervejas de trigo.

Acho que se afastar do esteriótipo das macro-cervejarias também é um bom começo. Por que? Normalmente, os comerciais de cervejas de massa são recheados e bundas e peitos e parecem que mais querem vender mulher do que cerveja. Você precisa mostrar a ela que há todo um mundo novo lá fora, onde a cerveja é feita para ser apreciada por todos e que as mulheres podem mesmo se tornar – wondering – cervejeiras sim!

Sugestões: Bodebrown Cerveja do Amor (BRA), St. Gallen Weissbier (BRA), Hoegaarden.

Só cervejas artesanais brasileiras (fonte: MHM)

4. Apreciadores de vinhos
Veja o post Cerveja artesanal para amantes de vinhos.

5. Pessoas que não bebem nada alcoólico
É… aí pode ser uma tarefa mais difícil. Acho que você pode começar dizendo que cerveja é bom para o coração. : ) Outra dica é conferir aqui e aqui como cerveja pode ser saudável.

Bônus: uma sugestão que também se aplica a todos os grupos já citados é fazer uma apresentação por meio de semelhanças. Se uma pessoa gosta de café, apresente-a uma Porter, ou uma Stout e frise bem essa semelhança. Funciona também se ela gostar de chocolates um pouco mais amargos. Se a pessoa gostar de sobremesas com frutas vermelhas ou é fã de coquetéis de frutas, pode puxar mais pelas Fruit Beer com tais frutas. Se o indivíduo é amante de charutos, com certeza vá de Rauchbier. Se a pessoa gosta de vinho branco, vá de Belgian Tripel, etc.

Obama dando um “joínha” a uma cerveja artesanal.

Lembrando: não tome isso como um livro de normas, mas como é – um guia. Cada pessoa é um indivíduo diferente e deve ser tratado como tal. Você tem a missão e o dever de conhecer quem estará prestes a passar pelas novas experiências para ingressar no mundo cervejeiro, assim ficará mais fácil definir o gosto pessoal do indivíduo.

É isso. Você tem alguma sugestão que já funcionou? Nos conte!

Fonte: AleHeads

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