Desvendando 8 mitos cervejeiros

E aí, pessoal. Beleza? Quem nunca ouviu: “Quanto mais gelada a cerveja, melhor!” ou “Não gosto de cervejas escuras porque são mais alcoólicas”, entre outros dizeres desse tipo? É engraçado como para algumas pessoas muitos destes ditos passam de mitos a verdades absolutas. Tudo história de pescador, que de tanto contada e espalhada fica difícil desmentir. Mas vamos tentar.

 

Estão preparados para desmascarar alguns mitos sobre a nossa querida bebida?
Mito nº 1: Quanto mais gelada uma boa cerveja estiver, melhor.
Fato: Os sabores e aromas da cerveja se mostram com temperaturas um pouco mais elevadas.
Somos enganados quase em todas as propagandas das grandes cervejarias. Estupidamente gelada, canela-de-nêgo, véu-de-noiva, mofando… Nunca peça sua #cervejadeverdade nesse estado. Isso arruína uma cerveja boa.
“A cerveja perde em aromas e sabores quando servida gelada demais”, diz Dave Engber, o proprietário da Founders Brewing Co. e completa:
Normalmente a cerveja sai da torneira entre 3,5 – 5,5ºC, mas bastam alguns minutos no copo à temperatura ambiente e segurado nas mãos para que atinja a temperatura ideal, que fica entre 7 – 10ºC, a melhor temperatura para se beber uma boa cerveja”
E quanto mais gelada a cerveja mais suas papilas gustativas vão adormecer, dificultando a percepção das características de uma boa cerveja. Mas se sua cerveja for ruim (lê-se comercial ou cervejas de massa), essa regra vale muito bem, pois esconde também as características ruim de uma cerveja.
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Mito nº 2: Cerveja engarrafada é melhor que cerveja em lata.
Fato: Nada protege mais uma cerveja do que uma lata sem danos.
Dois dos principais inimigos da boa cerveja são o Oxigênio e a Luz. O oxigênio remanescente embaixo da tampa da garrafa vai deixando ao longo do tempo sua cerveja com gosto de papelão e a luz vai deixando sua cerveja meio choca. As piores são as garrafas com vidro branco transparente (tipo Corona, Summer…) e com a tampa do tipo Twit-off, aquela tampa que sai fácil girando-a.
O alumínio selado, tipo lata, é o melhor recipiente a proteger a breja desses dois vilões aí.
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Mito nº 3: Cerveja tipo Ale são mais escuras que as Lagers.
Fato: Não. Existem Ales “pálidas” e Lagers escuras.
As SAL e PAL (Standart American Lager e Premiun American Lager), essas cervejas pálidas, tranparentes e aguadas que encontramos mais comumente por aí não são uma unanimidade das lagers, na verdade, estão muito longe disso.
O que determina a coloração de uma breja é o tipo de malte utilização, o quão mais torrado é o malte. Já o que determina se ela é uma Ale ou Lager é o tipo de levedura e em qual temperatura essas leveduras trabalharam.
Se você comparar uma Witbier (Ale) com uma Schwarzbier (Lager) você perceberá isso nitidamente.
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E ainda falando sobre a cor da cerveja:
Mito nº 4: Cervejas escuras são mais alcoólicas que cervejas claras.
Fato: De novo, nenhuma relação.
Ok, os maltes tem ligação tanto com o teor alcoólico quanto com a coloração. A diferença está na fase de fermentação dos açúcares do mosto. Não vou me ater a isso. Por exemplo: você sabe qual a cerveja escura mais vendida no mundo? A Guinness, com seus “altíssimos” 4,2% ABV perde para Heineken ou mesmo para a Skol em teor alcoólico.
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Mito nº5: O vinho é a bebida alcoólica mais saudável.
Fato: A cerveja provavelmente é mais saudável que o vinho.
Em muitas pesquisas e testes o Resveretrol, substância encontrada no vinho, aparece. Essa substância pode diminuir a concentração de LDL (colesterol “ruim”) no organismo. Mas não só disso vive a saúde, correto? É aí que s estudos feitos com cerveja revelam uma quantidade maior de polifenóis que tem essa mesma ação, mas maximizada e também apresentou uma quantidade maior de antioxidantes que estimulam a oxidação de gorduras.
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Mito nº 6: Cerveja causa barriga de cerveja.
Fato: Cerveja em quantidade moderada não é uma ameaça a sua barriga.
Parece que quem inventou o termo “barriga de cerveja” tinha um sentimento de vingança em relação a breja. O excesso de calorias por tomar cerveja não contribui mais ou menos que o excesso de calorias por ingerir qualquer coisa.
Muitos estudos foram feitos e os pesquisadores concluíram que apenas as bebedeiras mais pesada contribuem para o ganho de peso (mas se você for num rodízio de pizza também). Já o uso moderado de bebidas alcoólicas traz até alguns benefícios à saúde.
Se você ainda estver preocupado com calorias veja a comparação: Um pint de cerveja (500ml) tem uma quantidade de calorias que uma taça de vinho. E foi constatado também que na cerveja existe 2,5g de fibra de cevada. Isso coloca a cerveja no mesmo patamar calórico de uma fatia de pão integral.
Agora, não vale beber cerveja comendo feijoada e botar a culpa na breja, hein?
Leia mais no post Cerveja Engorda?.
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Mito nº 7: Se você comprar cerveja a temperatura ambiente ela deve ser mantida assim até a hora do  consumo.
Fato: Quanto menos a cerveja estiver exposta ao calor, melhor.
Oxidação, a reação lenta entre o oxigênio e a cerveja, é o maior vilão do lúpulo e seus aromas e sabores. Seu ataque já começa quando a cerveja sai da cervejaria. Assim que a cerveja é feita ela já começa a envelhecer, perder seu frescor. Então, se você quer retardar os efeitos da oxidação tem que manter a cerveja em baixas temperaturas.
Os vendedores só não a vendem assim por conta de espaço refrigerado, provavlemente.
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Mito nº 8: No Brasil só tem cerveja ruim.
Fato: Você procura nas gôndolas erradas.
Há alguns anos as cervejas artesanais nacionais estão aparecendo nas gôndolas dos super-mercados, timidamente, mas já ocorre sim. E a crescente é animadora! Numa postagem sobre As premiadas cervejas brasileiras são apresentadas a vocês algumas marcas bem fáceis de encontrar. Além dessas, muitas outras cervejas estão sendo premiadas por aí, mundo afora: França, Austrália, etc.Agora quando um pescador vier contar essas lorotas para você combata-o. Não deixe que os “falsos cervejeiros” tomem conta da cultura cervejeira de verdade.
Fonte:
Men’s Health

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